Novidade, coragem
e a importância de escolher bem quem nos acompanha
A essa hora, um ano atrás, eu estava em uma cidadezinha deliciosa ao sul de Portugal, dançando descalça na rua e cercada de tudo o que me faz sentir viva.
Conversando com uma alemã sobre nosso tempo ali, fui surpreendida pelo seu comentário de "Nossa! Que corajosa você em viajar sozinha. Não teria essa coragem… ainda. Mas você me inspirou".
Não preciso nem dizer que isso foi um dos melhores elogios que poderia receber, né?
Inspirar as pessoas a fazer algo que no fundo tem vontade, mas ainda sentem medo, é uma das coisas que mais amo na vida.
Mas o que mais me chamou atenção foi ela achar que eu era corajosa por viajar sozinha.
Não foi a primeira nem a última vez que usaram esse adjetivo pra mim ao ouvirem sobre as minhas viagens e sempre agradeci com um sorriso…
mas a verdade é que não me sinto corajosa.
Não por isso, pelo menos.
Porque viajar sozinha se provou ser a coisa mais fácil e natural pra mim (como desde criança já sentia que seria). Claro que no momento de fechar as malas e ir até o aeroporto me dá um frio na barriga.
Mas não chega a ser medo e, pra mim, a coragem só existe a partir dele.
Fazer uma viagem, pedir alguém em namoro, ir à uma entrevista de emprego, sair da casa dos pais, ter filhos… qualquer coisa que seja, exige muitas características. Capacidade de planejamento, intuição, recursos financeiros, impulso… Mas se a ação nem por um segundo te assusta, talvez coragem não seja bem a palavra pra ilustrar.
O que, de forma alguma, diminui a potência da coisa em si. Só é diferente.
Agora, o que exigiu (muita. MUITA!) coragem pra mim foi colocar no mundo a minha criação - que já vou te contar sobre - depois de anos ensaiando e sentindo medo.
Dar o último "ok" pra página ir ao ar, sim, desafiou todo meu instinto de sobrevivência, medos e críticas (internas e externas).
E, posso falar? Estou muito orgulhosa de mim. Isso sim me fez sentir corajosa - mais ainda agora contando pra você.
O medo que eu sentia era reflexo de muitos anos em ambientes estupidamente diferentes da minha forma de ver a vida, cercada de pessoas que, além de serem o oposto de mim, também julgavam copiosamente quem saíssem do molde delas.
Só que quando você nasce e cresce em contextos assim, às vezes leva um tempo até entender que você não é ERRADA nem MENOS - apenas diferente.
E que, talvez, ali não seja o lugar onde você vai se tornar tudo o que pode (e quer) ser.
E, por mais que eu sempre tenha amado quem eu sou e hoje em dia confie plenamente no que faço e crio, na hora de dar grandes passos, esse padrão que me cercava ainda me paralisa.
Levei um tempo até entender ele de fato porque, assim como as críticas eram veladas e sutis o suficiente para não serem rebatidas sem receber de volta um "mas era só brincadeira, aff." ou uma revirada de olhos dizendo que eu que era sensível demais, o meu medo não é explícito. Ele não vem em forma de vozes na minha cabeça, me dizendo que sou isso ou aquilo. Quando o medo tem voz (como na época que fiquei com muito medo de avião, do nada) eu sou capaz de acolher, dialogar com ele e ganhar no argumento (tanto que voltei a amar voar). Mas e quando ele se apresenta só no corpo? Em cansaço, distração, paralisação?
Bem, o processo foi longo, mas te digo que, entre muitas ferramentas internas e externas, houve a mudança de ambiente.
Passei a ser cada vez mais consciente e seletiva dos espaços que frequento, das pessoas que tenho por perto e de quem eu aceito comentários.
(Minha alma Ariana adoraria dizer que esse processo foi do dia pra noite, mas por mais que algumas mudanças tenham, sim, sido instantâneas, levou um tempinho-tempão até que tudo tenha sido integrado de fato.)
E o resultado é eu estar aqui te convidando pra conhecer meu outro cantinho no mundo (digital), além dessa newsletter que eu amo: O Nodo Norte.
Ele é uma caixinha de ferramentas de tudo o que eu aprendi, criei, descobri e senti que transformou a minha vida. Desde os anos que lidei (e saí) sozinha de uma depressão, até ter conseguido manter a paz & saúde mental durante a pandemia e chegando ainda em como tenho prazer absoluto na minha vida cotidiana como e realizo meus sonhos.
Ele é uma plataforma de assinatura mensal onde vou te ensinar a criar a SUA versão de uma vida deliciosa, porque nada é tão sagrado pra mim quanto a nossa individualidade.
Vai ser um prazer e uma honra gigantes poder te acompanhar e guiar por lá também.
E pra todas as pessoas que, de perto ou de longe, fazem parte da minha vida e lugar-seguro de hoje: muito obrigada.
Que delícia que é encontrar meu espaço no mundo, cheio de pessoas que também sonham grande, incentivam os outros e acreditam num mundo melhor (pra si e pra todos).
É um privilégio estar ao lado de pessoas tão inspiradoras.
Nos vemos no Nodo Norte
(ou aqui, semana que vem)
Beijos, com muito amor sempre
Bê
PS.: No botão aqui em cima você tem as informações sobre a plataforma e tudo que você vai encontrar dentro dela para te guiar em cada momento da vida. Mas, se ainda tiver alguma dúvida, pode me perguntar aqui nos comentários ou respondendo esse email, tá?
PPS.: uma fotita de Lagos, pra incentivar você também a viver seus sonhos e se apaixonar cada dia mais pela vida



A M E I saber que esse projeto ganhou vida!!! parabéns, Be! lindo lindo